Marcas e algoritmos no combate ao preconceito na internet

Algoritmos, inteligência artificial, machine learning. Todas essas são palavras relativamente novas mas de suma importância no universo da internet. É graças a elas que as redes sociais nos mostram os posts que entendem que vamos gostar mais, que o Google exibe os anúncios que vão atender melhor à nossa pesquisa, e infinitas outras formas de personalizar o uso, o conteúdo e a publicidade para que nós, meros mortais, possamos navegar e consumir de forma cada vez mais otimizada, fácil e agradável.

Porém, toda essa tecnologia acaba por criar um círculo vicioso que ratifica ainda mais o preconceito na sociedade. Como assim?

O chamado racismo algorítmico mostra que anúncios com pessoas negras e/ou gordas são exibidos para um menor número de pessoas. A seletividade do algoritmo acaba criando um viés inconsciente que reflete comportamentos preconceituosos. Anúncios com pessoas brancas tendem a ser mais exibidos para pessoas brancas, que performam com uma melhor taxa de engajamento; o algoritmo, por sua vez, por meio de inteligência artificial e machine learning, entende que foi uma peça que deu certo, então passa a exibir cada vez mais esse mesmo tipo de anúncio para o mesmo tipo de pessoa.

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Sem dúvida, é uma missão das plataformas, como Facebook, Instagram, Twitter, Tik Tok, YouTube, aperfeiçoarem a estrutura desses algoritmos para evitar essa seletividade, uma vez que as máquinas são programadas por seres humanos, no fim das contas.

Porém, as marcas e agências também podem ser ativas na hora de “driblar” o algoritmo e tornar a publicidade mais inclusiva e diversa. Um relatório feito pela SA365 em 2020 mostrou que apenas 34% das peças analisadas tinham representatividade de pessoas negras, e outras poucas exibiam pessoas gordas, apesar de mais da metade da população brasileira estar acima do peso. Isso mostra uma divergência muito grande entre como as pessoas que compõe a sociedade realmente são e como a publicidade mostra.

Inserir maior diversidade de raça, gênero e corpos nas peças publicitárias fornece mais “material” para os algoritmos aprenderem e considerarem na hora de exibir os anúncios e para quem.

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