Criadores de conteúdo LGBTQIA+: ainda temos um longo caminho pela frente

Respeito e o direito a todas as formas de amor.

Sem querer minimizar ou diminuir a luta da comunidade, mas podemos dizer que essa é a principal bandeira da causa LGBTQIA+. Durante o mês de junho, conhecido como Mês do Orgulho LGBT, muito se fala sobre inclusão, aceitação e tolerância. Muitas marcas pintam seus perfis com as cores do arco-íris, representantes das siglas têm seus rostos estampados em campanhas publicitárias e, ainda que muito timidamente, beijos entre pessoas do mesmo sexo aparecem no feed.

Mas como será que se sentem os criadores de conteúdo LGBTQIA+ em relação à real inclusão e à valorização do seu trabalho?

A agência Mosaico, especialista em marketing de influência, fez uma pesquisa com diversos creators que se sentem representados pela sigla LGBTQIA+ sobre criação de conteúdo e influência. A partir daí, é possível traçar um perfil sócio-econômico e entender como é o mercado de trabalho para esses profissionais.

A pesquisa mostrou ou seguintes dados:

> Faixa etária

15 a 18 anos – 1,7% | 19 a 24 anos – 22,7% | 25 a 25 anos – 67,4% | 36 a 35 anos – 8,1%

> Identificação com a sigla

L – 12,8% | G – 64,5% | B – 15,1% | T – 9,9% | Q – 15,1% | I – 1,7% | A – 2,3% | P – 10,5%

> Etnia que se identificam

Brancos – 60,9% | Pretos – 17,8% | Pardos – 10,9% | Amarelos – 3,4% | Indígena – 1,1% | Outros – 4,1%

> Plataforma preferida

Instagram – 76,9% | YouTube – 13,3% | Twitter – 2,3% | Facebook 2,3% | TikTok – 1,2% | Outras – 4%

Em disparado, a época comemorativa que a comunidade é mais lembrada é, justamente, no mês do orgulho LGBTQIA+, seguido pelo Carnaval. O Dia dos Pais, com apenas 0,6%, teve um percentual tão baixo que nem apareceu no gráfico. Isso mostra como a comunidade LGBTQIA+ é mais associada a datas festivas e não tanto familiares, visto que Páscoa e Dia das Mães também apresentam baixo percentual.

O tema inclusão é bastante atual mas também muito delicado. Quando se fala em creators que não recebem nenhuma remuneração pelo seu trabalho de influência, essa taxa é relativamente baixa entre os gays (9,3%), mas não é o que vemos nas demais siglas: 33,3% das lésbicas e 43,8% dos transexuais não recebem qualquer pagamento.

Esse números mostram como a inclusão ainda está longe do ideal, visto que as campanhas publicitárias têm maior preferência pelos gays e acabam deixando de lado as demais siglas.

Naturalmente, isso se reflete no quanto das pessoas LGBTQIA+ podem vivem exclusivamente do seu trabalho nas redes, como mostram os dados abaixo:

Para 42,4% das pessoas, menos da metade da renda vem do trabalho de creator, enquanto 16,4% não são nem pagos pelo trabalho. Somente 11,5% vive exclusivamente como influenciador na internet.

A reflexão é bastante importante quando queremos falar, verdadeiramente, sobre inclusão, respeito e oportunidades às pessoas LGBTQIA+. O que você acha que as marcas e os consumidores podem fazer para melhorar esses números?

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